terça-feira, 26 de março de 2013

Harlem shake do ensino médio da manhã

Hoje pela manhã, o pessoal do ensino médio fizeram um harlem shake (a dança do momento) com a ajuda da professora Rosangela de Ed. Física.




terça-feira, 19 de março de 2013

RESULTADO DA ENQUETE VIRTUAL (mesmo com esse resultado parcial, o resultado final não foi alterado pelo percentual de votos da eleição presencial)

Enquete

QUAL A PERSONALIDADE QUE VOCÊ QUER ELEGER COMO PATRONO DE NOSSA ESCOLA?


E.E. AUGUSTO BOAL
32,20% (66 votos)
E.E. ENEIDA MARIA MARTINS RAMOS DE OLIVEIRA
53,17% (109 votos)
E.E. LUIS ANTÔNIO SERRANO
4,39% (9 votos)
E.E. DRA. ZILDA ARNS DE OLIVEIRA
10,24% (21 votos)
Total: 205 votos

VOCÊ CONHECE A OBRA DO NOSSO PATRONO??? AUGUSTO BOAL DEIXOU UM GIGANTESCO LEGADO ARTÍSTICO

Teatro do oprimido

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.
A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.

Histórico

No começo dos anos sessenta Boal era diretor do Teatro de Arena de São Paulo. Um dia, durante uma viagem pelo nordeste, estavam apresentando para uma liga camponesa um musical sobre a questão agrária que terminava exortando os sem terras a lutarem e darem o sangue pela terra. Ao final do espetáculo um sem terra convidou o grupo para ir enfrentar os jagunços que tinham desalojado um companheiro deles. O grupo recusou e, neste momento, Boal percebeu que o teatro que realizava dava conselhos que o próprio grupo não era capaz de seguir. A partir de então começou a pensar que o teatro deveria ser um diálogo e não um monólogo.
Até este momento tudo não passava de uma idéia a ser desenvolvida. Somente em 1971 no Brasil, nasceu a primeira técnica do Teatro do Oprimido: o Teatro Jornal. Continuando a crescer, o TO desenvolveu o Teatro Invisível na Argentina, como atividade política, e o Teatro Imagem, para estabelecer um diálogo entre as Nações Indígenas e os descendentes de espanhóis na Colômbia, na Venezuela, no México… Hoje, essas formas são usadas em todos os tipos de diálogos.
Na Europa, o TO se expandiu e veio à luz o Arco-Íris do Desejo — inicialmente para entender problemas psicológicos, mais tarde para criar personagens em quaisquer peças. De volta ao Brasil, nasceu o Teatro Legislativo, para ajudar a transformar o Desejo da população em Lei — o que chegou a acontecer 13 vezes. Agora, o Teatro Subjuntivo está, pouco a pouco, vindo à luz.
O TO era usado por camponeses e operários; depois, por professores e estudantes; agora, também por artistas, trabalhadores sociais, psicoterapeutas, ONGs. Primeiro, em lugares pequenos e quase clandestinos. Agora, nas ruas, escolas, igrejas, sindicatos, teatros regulares, prisões…
Além da arte cênica propriamente, também existe a finalidade política da conscientização, onde o teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas, além de possibilitar, com suas técnicas, a formação de sujeitos sociais que possam fazer-se veículo multiplicador da defesa por direitos e cidadania para a comunidade onde o Teatro do Oprimido está a ser aplicado.
Aplicado no Brasil, em parceria com diversas ONGs, como as católicas Pastoral Carcerária[1] e CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ou movimentos sociais, como o MST, as técnicas de Boal ganharam mundo, sendo suas obras traduzidas em mais de 20 idiomas, e ganhando aplicação por parte de populações oprimidas nas mais diversas comunidades, como recentemente entre os palestinos[2]

Metodologia

O Teatro do Oprimido é um método estético que sistematiza Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro.
O TO parte do princípio de que a linguagem teatral é a linguagem humana que é usada por todas as pessoas no cotidiano. Sendo assim, todos podem desenvolvê-la e fazer teatro. Desta forma, o TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.
Dentro do sistema proposto por Boal, o treinamento do ator segue uma série de proposições que podem ser aplicadas em conjunto ou mesmo separadamente.
Cumpre ressaltar que todas as técnicas pressupõem a criação de grupos, onde o Teatro do Oprimido terá sua aplicação.

Teatro Jornal

O Teatro-Jornal foi uma resposta estética à censura imposta, no Brasil, no início dos anos 70, pelos militares, para escamotearem conteúdos, inventarem verdades e iludirem. Nesta técnica, encena-se o que se perdeu nas entrelinhas das notícias censuradas, criando imagens que revelam silêncios. Criada em 1971, no Teatro de Arena de São Paulo, esta técnica foi muito utilizada na época da ditadura militar brasileira, para revelar informações distorcidas pelos jornais da época, todos sob censura oficial. Ainda hoje é usada para explicitar as manipulações utilizadas pelos meios de comunicação.[3]

Teatro Imagem

No Teatro-Imagem, a encenação baseia-se nas linguagens não-verbais. Essa foi uma saída encontrada por Boal para trabalhar com indígenas, no Chile, de etnias distintas com línguas maternas diversas, que participavam de um programa de alfabetização e precisavam se comunicar entre si. Esta técnica teatral transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas. A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, que é real enquanto imagem. A imagem é uma realidade existente sendo, ao mesmo tempo, a representação de uma realidade vivenciada.[4]

Teatro Invisível

O Teatro-Invisível que, sendo vida, não é revelado como teatro e é realizado no local onde a situação encenada deveria acontecer, surgiu como resposta à impossibilidade, ditada pelo autoritarismo, de fazer teatro dentro do teatro, na Argentina. Uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.[5]
A preparação do Teatro Invisível deve ser como a de uma cena normal, reunindo os principais elementos: atores interpretando personagens com caracterizações, idéia central; deve haver um roteiro pré-estabelecido, apresentando princípio, meio e fim e que deve ser ensaiado. A diferença consiste em ser uma modalidade que não revela ao público tratar-se de uma representação.

Teatro-Fórum

A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.[6]

Arco-Íris do Desejo

Nos anos de 1980, na França, Augusto Boal e Cecília Boal se deparam com opressões ligadas à subjetividade, sem relação com uma agressão física ou um impedimento concreto na vida cotidiana. Um arsenal de técnicas que analisam os opressores internalizados, o Arco-Íris do Desejo, foi a resposta a esta demanda. Conhecido como Método Boal de Teatro e Terapia, é um conjunto de técnicas terapêuticas e teatrais utilizadas no estudo de casos onde os opressores foram internalizados, habitando a cabeça de quem vive oprimido pela repercussão dessas idéias e atitudes.[7]

Teatro Legislativo

Início – 1993
Hoje, aos dezesseis anos de idade, se pode exercer um dos principais direitos da cidadania: VOTAR. Mas em 1973 um jovem que completasse dezoito anos só poderia tirar o Título de Eleitor (idade mínima na época), votar não. Foi o que aconteceu comigo! Porque no Brasil desse período, esse e tantos outros direitos estavam impedidos por uma ferrenha e cruel ditadura militar. Não havia espaço para discutir a política em geral, nem a partidária. De fato não havia partidos políticos. Em 1981 foi iniciada a chamada “abertura lenta e gradual”. Debater e votar mesmo com toda liberdade só a partir de 1989, com a eleição para presidente da República.
O resultado de 25 anos sem exercitar plenamente esse direito criou um vácuo que ainda hoje tem reflexos na falta de politização da grande maioria da população. Consequência de 25 anos amordaçada, engessada de um direito fundamental, estabelecido e reconhecido desde a Grécia de Platão. Que levou à cassação do primeiro presidente eleito após o período de ditadura. Mas durante a movimentação popular, e por causa dela, no período da campanha de cassação desse presidente, surgiu algo novo na política brasileira e, podemos até dizer, mundial: O TEATRO LEGISLATIVO. Que sabemos, até agora a única experiência de um grupo teatral tomar assento no Legislativo.
“O Teatro Legislativo é um novo sistema, uma forma mais complexa, pois inclui todas as formas anteriores do Teatro do Oprimido e mais algumas, especificamente parlamentares. Espero que esta experiência sirva, além do nosso mandato, além do nosso partido, além da nossa cidade, muito além. Espero que seja útil” Augusto Boal – Livro Teatro Legislativo – pg. 9
E tudo começou em 1992 quando Augusto Boal, teatrólogo, diretor de teatro e escritor – criador da Metodologia do Teatro do Oprimido – convencido por cinco tenazes Curingas (versão tupiniquim dos Três Mosqueteiros) do Centro de Teatro do Oprimido – CTO, e mais alguns grupos de alucinados praticantes de Teatro-Fórum (inclusive eu e Helen Sarapeck, que também é da equipe do CTO até hoje, que na época integravamos o grupo Ararajuba na Moita, formado por ativistas do Movimento ambientalistas do Rio de Janeiro) o convenceram a candidatar-se a Vereador nas eleições municipais daquele ano.
Boal disse que aceitaria ser candidato se esses grupos e pessoas praticantes do Teatro do Oprimido aceitassem participar da campanha eleitoral para fazermos como ainda não houvera: uma campanha teatral.
“E também porque eu não corro o menor risco de ser eleito, mas se fosse levaríamos o Teatro do Oprimido para o Legislativo”.
A Campanha Político Teatral Augusto Boal foi às ruas do Rio e… Augusto Boal foi eleito! E a citação inspirou o nome de mais uma técnica do Teatro do Oprimido: TEATRO LEGISLATIVO.
Então, em 1 de janeiro de 1993, teve início essa inusitada e ousada experiência que se concretizou através de um trabalho integrado entre um grupo teatral formado por biólogos, químicos, sociólogos, universitários, bancários, artistas plásticos, donas de casa, estudantes secundaristas e assessores legislativos. Com direção artística de um ex-químico industrial já reconhecido mundialmente como teatrólogo e criador da Metodologia do Teatro do Oprimido. E, a partir desse mandato de vereador, também mentor do Teatro Legislativo. Que em sua essência procura devolver o teatro ao centro da ação política – centro de decisões.
Fazer teatro como política e não apenas teatro político já realizado intensamente ao longo dos séculos 19 e 20, inclusive no Teatro de Arena de São Paulo, onde Boal foi diretor.
No Teatro Legislativo (TL) a atividade política é exercida para transformar em lei a necessidade expressa e debatida de forma lúdica através da cena de Teatro-Fórum. Ou seja, é fazer política mesmo por pessoas que declaram que “não querem saber de política”. Frase que expressa o descontentamento com a atuação de representantes eleitos. Com o TL as pessoas percebem que fazer política é da própria natureza humana. Que tudo é uma ação política, inclusive dizer que não quer saber de política. Porque quem diz isso faz a ação política de recusar-se a fazer algo para mudar alguma situação que a oprime.
Assim, para mudar esse formato, no início do Mandato Político Teatral Augusto Boal, com o lema “Coragem de Ser Feliz”, a equipe de Curingas (especialistas no Teatro do Oprimido) do Centro de Teatro do Oprimido partiu para a prática através da formação de grupos de Teatro-Fórum em comunidades, escolas, associações de moradores, igrejas, estudantes negros universitários, trabalhadoras domésticas, trabalhadores rurais sem terra, pessoas portadoras de deficiência física, jovens que viviam nas ruas, etc. Uma lista completa pode ser consultada no livro Teatro Legislativo.
A Prática
Chegamos a formar 60 Núcleos de Teatro do Oprimido dos quais 33 permaneceram estáveis. Para se ter uma idéia mais precisa da forma como trabalhávamos, reproduzo a descrição da página 66 do livro Teatro Legislativo sobre como o Mandato Político Teatral Augusto Boal trabalha em conjunto com a população:
“O Rio é uma cidade de contrastes: extrema riqueza à beira da praia, pobreza extremada no alto dos morros – cidade espremida entre a montanha e o mar.
Nessa cidade organizamos uma rede de parceiros, “Núcleos” e “Elos”, tendo cada qual a sua importância e especificidade.
Um Elo é um conjunto de pessoas da mesma comunidade e que se comunica periodicamente com o Mandato, expondo suas opiniões, desejos e necessidades. Essa relação pode-se dar através da presença na Câmara Municipal, na comunidade ou em outros locais onde se realizem atividades do Mandato. Pode-se dar pessoalmente, através da Câmara na Praça ou da Mala Direta Interativa.
Um Núcleo é um elo que se constitui em grupo de Teatro do Oprimido e, ativamente, colabora com o Mandato de forma mais freqüente e sistemática.”
Como essa experiência era única, as dificuldades também. Porque era o desenvolvimento de uma ideia cuja pesquisa e a prática aconteciam ao mesmo tempo e com prazo de validade para apresentar resultados concretos. E muitas descobertas reveladoras de como a cidadania pode ser praticada com intensidade por toda a população. É só ter oportunidade. Por exemplo:
Durante o Mandato realizávamos diversas atividades para incentivar esse protagonismo: através das cenas de Teatro-Fórum (TF) dos grupos populares às Sessões de Teatro Legislativo. Até a Câmara na Praça, quando um dos grupos apresentava sua cena de TF na calçada em frente ao prédio da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia. As escadarias serviam de arquibancada e uma lona para o chão e uma estrutura de fundo (que chamávamos de “palquinho”) delimitavam o Espaço Cênico.
A(o)s vereadora(e)s eram convidada(o)s a participarem porque a ideia era reproduzir na rua o que acontecia (ou deveria) no plenário. No máximo contávamos com a presença de 4 ou 5 (cerca de 10%), porque não era fácil para a grande maioria ficar frente a frente a eleitora(e)s em geral, para debaterem problemas e votações muitas vezes polêmicas.
E se era dia de votação no Plenário, as pessoas eram convidadas a entrar. Quase a totalidade jamais havia entrado sequer no prédio, muito menos para acompanhar uma votação. E ficavam surpresas ao convidarmos. Muitas entravam e depois diziam que gostariam de retornar. Faziam questão de pegar os contatos do Mandato e algumas vezes perguntavam o que era necessário para terem uma oficina de TF em sua comunidade ou bairro.
Essa era uma das formas do Teatro Legislativo ativar o EXERCÍCIO PLENO DA CIDADANIA.
Através dessa verdadeiramente Revolucionária iniciativa foram aprovadas 13 Leis Municipais, e vários outros Projetos de Lei que não foram aprovados porque a maioria da(o)s vereadora(e)s não comungavam da mesma prática do Mandato Boal de incentivar a CIDADANIA PLENA.
Também foi originada a proposta que resultou em 1997, após o final do Mandato, na Primeira Lei brasileira de Proteção às Testemunhas de Crimes, que veio a inspirar a Lei Federal de Proteção às Testemunhas.
O Desafio – 1997
Em dezembro de 1996 terminou o Mandato Político Teatral Augusto Boal, que devido a riqueza da experiência motivou novamente outros quatro novos Curingas, mais Claudete Felix oriunda do primeiro grupo de multiplicadora(o)s formada(o)s por Boal em 1986, a continuarem a trabalhar com essa ideia de Exercício Pleno da Cidadania agora com o desafio de fazer o Teatro Legislativo sem a ligação orgânica com um vereador, que existia até então.
Assim, o CTO foi registrado como Pessoa Jurídica na forma de Associação Sem fins Lucrativos, para criar as condições jurídicas necessárias na busca de apoio a projetos que possibilitassem a equipe do CTO, com Augusto Boal como Diretor Artístico mais a(o)s Curingas Bárbara Santos, Claudete Felix, Geo Britto, Helen Sarapeck e Olivar Bendelak, vencer esse Desafio. Exceto Claudete, éramos oriundos de Grupos de Teatro-Fórum.
Em 1998 conseguimos apoio da Fundação Ford que possibilitou a criação de sete novos grupos populares de Teatro-Fórum, com temáticas sobre gravidez precoce; prevenção às DST/AIDS; homossexualidade; direitos da(o)s trabalhadora(e)s doméstica(o)s; preconceito com moradora(e)s de comunidades e problemas para manter um pré-vestibular comunitário. Com esses grupos continuamos a fazer apresentações das cenas e a recolher Propostas de Lei das platéias.
Agora que não tínhamos mais os Assessores Legislativos do Mandato de vereador, começamos a fazer contato com os gabinetes de vereadora(e)s e deputada(o)s estaduais em busca de parlamentares interessada(o)s em fazer parceria para continuarmos com o TL.
Poucos tinham interesse em apoiar essa iniciativa que de fato incentiva o EXERCÍCIO PLENO DA CIDADANIA, já que marcávamos reuniões nos gabinetes e no CTO, entre a(o)s parlamentares e sua(e)s assessora(e)s com a(o)s integrantes dos grupos populares. Além de solicitarmos suas presenças nas apresentações para presenciarem como apareciam as Propostas de Lei da platéia.
Após uma das reuniões no gabinete de um deputado estadual, uma jovem integrante de um grupo popular de TF de uma comunidade da Zona Norte da cidade expressou sua alegria e admiração:
“Eu achava que nem passaríamos da sala de espera do gabinete e fomos recebida(o)s pelo próprio deputado, dentro da sala dele para debatermos as Propostas de Lei que recolhemos.”
Essa jovem começava a perceber que Exercia Plenamente sua Cidadania.
Quanta(o)s eleitora(o)s no Brasil já entraram em um gabinete parlamentar para debater Propostas de Lei, que ela(e)s própria(o)s recolheram, de alternativas aos seus problemas?
Posso dizer que, desde 1997, centenas de pessoas que integram os grupos populares de TF, se ainda não fizeram isso, sabem que podem fazê-lo.
Desafio vencido – 2001
E de uma alternativa do grupo popular de TF Corpo EnCena, de uma comunidade do Rio, que ainda não havia encontrado alternativas para ter professora(e)s voluntária(o)s em seu Pré-Vestibular Comunitário surgiu A PRIMEIRA LEI ESTADUAL DO TEATRO LEGISLATIVO.
O que comprovava que era possível continuar a fazer TL mesmo sem ter mais um parlamentar ligado diretamente, como era Boal quando vereador.
E como que para reafirmar essa possibilidade, em 2004 tivemos uma segunda Lei Estadual aprovada, originada das apresentações do grupo Panela de Opressão, de comunidade da Zona Oeste do Rio, sobre obrigatoriedade de camisinhas femininas em motéis, hotéis e similares. Essa cena também deu origem a um Projeto de Lei Municipal que não teve maioria em votação no Plenário da Câmara Municipal.
Para levar essa riquíssima experiência de uma Sessão Solene Simbólica de Teatro Legislativo ao público em geral o CTO realizou no Rio cinco edições do FESTEL – Festival de Teatro Legislativo, com apresentações de grupos do Rio, São Paulo e Recife. Onde todas as quatro noites aconteceram apresentações de cenas de Teatro-Fórum com as Sessões de TL. Com a presença de Assessores Legislativos e pessoas conhecedoras da temática da cena, para que se possa debater e esclarecer sobre as Propostas escritas pela platéia (em uma Sessão solene escolhemos duas propostas que sejam as mais objetivas e representativas) para que se faça a votação. Para isso são distribuídos a cada pessoa da platéia um cartão Verde (Aprova), um Vermelho (Rejeita) e um Amarelo (abstenção).
As propostas aprovadas é que são encaminhadas ao Legislativo ou a para uma Ação Social Concreta Continuada, caso o problema não requeira uma lei e sim uma mobilização – indicação que pode aparecer na intervenção da platéia (Fórum) e por escrito.
Por exemplo: caso o problema seja dotar o Posto de Saúde da Comunidade de equipamentos novos. Para isso não é necessária uma lei, mas a mobilização da Comunidade para pressionar a Secretaria Municipal de Saúde. E para isso a cena de TF pode ser apresentada em frente a essa Secretaria para pressionar que o Secretário de Saúde receba o grupo e representantes da Comunidade e se comprometa, com prazo determinado, a resolver a situação.
Um novo marco – CLP
Até 2005 tínhamos mais de cem (100) Propostas de Lei e algumas eram, de acordo com as assessorias de veradora(e)s e deputada(o)s então parceira(o)s, de cunho Federal. Já havíamos encaminhado a um deputado federal, mas sem conseguir ter retorno efetivo.
Essa necessidade nos levou a começar a visitar a página da Câmara dos Deputados Federais. Foi assim que descobrimos que existia a Comissão de Legislação Participativa – CLP, canal efetivamente democrático para a população brasileira propor leis sem depender da intermediação de um(a) deputado(a) específico(a). As Sugestões Legislativas (denominação utilizada pela CLP) podem ser apresentadas por qualquer instituição brasileira que seja registrada juridicamente, como o Centro de Teatro do Oprimido, por exemplo. Assim, enviamos as Propostas de Lei e atualmente temos três Projetos de Lei federais em tramitação na câmara dos Deputados e uma transformada em indicação ao Executivo.
Em duas oportunidades foi agendada uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados, através da CLP, sobre o Teatro Legislativo com foco no Teatro do Oprimido nas Prisões. As duas tiveram que ser canceladas, por problemas de greve na aviação e convocação para votação urgente na Câmara.
Pretendemos fazer essa audiência em nova oportunidade para que o Teatro Legislativo seja debatido e mais conhecido no Congresso Nacional.
O Teatro Legislativo difundido no Brasil
A partir do projeto Teatro do Oprimido nas Prisões, desde sua primeira etapa iniciada em 2003 em cinco Estados do Brasil, o Teatro Legislativo começou a ser difundido para além do Rio de Janeiro. Nas Mostras Estaduais e Regionais desse projeto a equipe do CTO começou a realizar Sessões Solenes Simbólicas de Teatro Legislativo, que originaram Propostas de Lei, algumas de âmbito federal. O que originou dois Projetos de Lei Federais e a indicação ao Executivo.
Atualmente, com os projetos Fábrica de Teatro Popular Nordeste (em três Estados) e Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto (em 18 Estados) o TL se expande ainda mais através das Sessões Simbólicas realizadas nas Mostras desses projetos.
Desafio maior
Comprovamos que é possível a aprovação de leis mesmo sem um parlamentar ligado diretamente ao TL, mas também essa experiência nos mostra que a MOBILIZAÇÃO é essencial para que o acompanhamento de todas as etapas SEJA EFETIVO, desde o acolhimento de uma proposta por um(a) parlamentar ou pela CLP – Comissão de Legislação Participativa (no caso da Proposta ser de âmbito federal) até se tornar um projeto de Lei e daí para a aprovação como Lei.
Quando o grupo popular já participa e/ou realiza mobilizações para lutar por seus direitos a motivação para acompanhar e pressionar até o final, que pode ser a aprovação de uma lei, é mais natural.
Quando ainda não existe essa ativação política é que se apresenta o desafio para que o grupo perceba que só haverá o avanço se houver a mobilização. Como escreveu o poeta: “Caminhante, não há caminho, ele se faz ao caminhar.”
Também é importante que a(o)s praticantes de Teatro-Fórum percebam que para se fazer o Teatro Legislativo não é necessário fazer uma Sessão Simbólica de Teatro Legislativo. O principal é recolher Propostas de Lei por escrito em cada apresentação, debatê-las com o grupo popular, fazer contato com especialistas no tema e assessores legislativos para ver quais podem originar Projetos de Lei. Foi assim com as duas leis estaduais do Teatro Legislativo no Rio de Janeiro: do Corpo EnCena e do Panela de Opressão.
Conclusão
É fato comprovado que o TEATRO LEGISLATIVO promove de fato o Exercício pleno da Cidadania, que em si é um exercício que deve ser permanente. Ou seja, o exercício do Teatro-Fórum nos leva ao Teatro Legislativo, que leva às Leis, que nos garantem o exercício da Cidadania. Mas esta só é alcançada se exercitarmos cotidianamente esse possibilidade de ser cidadã(o), através da busca por alternativas para nossos problemas, que começa quando saímos da passividade.
Como Augusto Boal escreveu, praticou e lutou incansavelmente, desde 1992 até maio de 2009, com a equipe do Centro de Teatro do Oprimido que o ajudou no nascimento e desenvolvimento do Teatro Legislativo: “Cidadão não é aquele que vive em sociedade – é aquele que a transforma!”[8]

Evolução: a Estética do Oprimido

As iniciativas de Boal e do CTO-Rio, dentro dos propósitos do Teatro do Oprimido vêm sendo ampliadas constantemente. Assim, integrando o Sistema, está sendo desenvolvida a “Estética do Oprimido”. Esta tem por fundamento a certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo ser humano é expansivo.
A proposta é promover a expansão da vida intelectual e estética de participantes de Grupos Populares de Teatro do Oprimido, evitando que exercitem apenas a função de ator, que representa personagens no palco. Os integrantes desses grupos são estimulados, através de meios estéticos, a expandirem a capacidade de compreensão do mundo e as possibilidades de transmitirem aos demais membros de suas comunidades – bem como aos de outras – os conhecimentos adquiridos, descobertos, inventados ou re-inventados. (2007).

Notas

  • BOAL, AugustoTeatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 2005. Edição revista; (ISBN 85-200-0265-X)
  • BOAL, Augusto – “Técnicas Latino-Americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário”. São Paulo: Hucitec, 1975.
  • BOAL, Augusto – “Stop: ces’t magique”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.
  • BOAL, Augusto – “O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990.
  • BOAL, Augusto – “Teatro legislativo”, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
  • BOAL, Augusto – “Jogos para atores e não-atores”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
  • BOAL, Augusto – “O teatro como arte marcial”. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.
  • BOAL, Augusto – “A Estética do Oprimido”. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.

segunda-feira, 18 de março de 2013

OS ARTE/EDUCADORES TIAGO ORTAET E LUIZ PEREIRA FARÃO DUAS SEXTAS-FEIRAS ESPECIAIS E TEATRAIS COM O ENSINO MÉDIO - ESPETÁCULO OS ADULTOS ESTÃO NA SALA

AINDA TEMOS INGRESSOS GRÁTIS GRAÇAS A PARCERIA FIRMADA COM O SESC PINHEIROS; ÚNICO CUSTO SERÁ DO TRANSPORTE QUE SERÁ FRETADO. 

DIA 22 DE MARÇO E 14 DE ABRIL SAÍDA DA ESCOLA ÀS 19H E RETORNO ESTIMADO PARA AS 23H.

SINÓPSE DO ESPETÁCULO

OS ADULTOS ESTÃO NA SALA

Numa metrópole de terceiro mundo uma ponte que leva nada a lugar nenhum está sendo construída. Pequenas manifestações surgem na cidade enquanto três mulheres adultas se encontram dentro da sala de um apartamento. Um menino está no quarto e ouve a conversa. O mundo adulto parece confuso. Vez ou outra um gato mia. Algo acontece enquanto os adultos estão na sala. "Por que ele fez isso? Por que ele não para de fazer isso"? Comédia dramática com a Má Companhia Provoca. 

Texto e direção: Michelle Ferreira. 
Elenco: Maura Hayas, Flávia Strongolli e Michelle Boesche. Direção de Arte: Anne Cerutti. Iluminação: Danilo Mora. Sonoplastia: Michelle Ferreira. Trilha Sonora Original: André Namur. Desenho Sonoro: Ricardo Bertran e Fernando Martinez. Diretora Assistente: Solange Akierman. Provocador do processo: Ramiro Silveira. Maquiagem: Juliana Fraga. Cenotécnico: Mateus Fiorentino. Costureira: Dovenir da Silva. Operador de som: João Delle Piagge. Operador de luz: Danilo Mora. Assistente de Iluminação: Tatiane Takyiama. Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro. Direção de Produção: Berenice Haddad. Produção: Michelle Boesche e Flávia Strongolli. Programação Visual: Maura Hayas. Fotos: Ligiane Braga. Vídeo: Paulo Nucci e NO CUBO Filmes. Idealização e Produção Geral: A Má Companhia Provoca. Duração: 70 minutos. 

sábado, 16 de março de 2013

FESTIVAL HARLEN SHAKE - ORTAÉTICOS EM AÇÃO!!! COMEÇOU COM O 3F

http://www.facebook.com/photo.php?v=551047024917491&set=vb.100000365953637&type=2&theater

CLIQUEM NO LINK PARA ASSISTIR!!

DINÂMICARTES NAS AULAS ORTAÉTICAS DE CADA DIA!!! FOI MUUUUUITO DIVERTIDO!!!

 TUDO BEM A MESA VIRA PALCO, O DIRETOR FOI UM BREVE ESPECTADOR E A DIREÇÃO DE NOSSA EMPOLGAÇÃO FICA A CRITÉRIO DA TEATRALIZAÇÃO DE UMA AULA DE ESCOLA.
ESCOLARIZAR DEMAIS É CHATO; BENDITA SEJA A ARTE QUE NOS PROTEGE!!! AMÉM!
 NESSA SEXTA-FEIRA MARAVILHOSA FOI MAIS UM DIA DE DINÂMICARTES DAS AULAS ORTAÉTICAS
 A SENSAÇÃO DE "QUERO MAIS" É O TERMÔMETRO QUE TUDO ACONTECE DO JEITO QUE É PRECISO ACONTECER
 DEU PRA APRENDER, QUEM TÁ DE FORA TALVEZ NEM VÁ ENTENDER, QUE O MELHOR DA CEREJA DESSE BOLO É O "EU" DE CADA UM...
 FALAMOS DE ALTERIDADE, DE IDENTIDADE, DE COLETIVIDADE, ENFIM DEMOS MAIS UM PASSO NA HISTÓRIA QUE ESCREVEMOS JUNTOS!!!
 EU NÃO TENHO MODÉSTIA SUFICIENTE PRA ESCONDER QUE ADORO QUANDO VOCÊS ALUNOS GRITANDO, PEDEM PRA EU NÃO IR EMBORA TODA VEZ QUE SOA O SINAL... HAHAHA, É BEM LEGAL...
 MAS A GENTE SEMPRE CONTINUA... É BEM LEGAL...
 EU QUASE CHORO DE TANTO RIR COM OS RESULTADOS DO EXERCÍCIO, A GENTE SE PERMITE RIR DE NÓS MESMOS...

8F INAUGURA OS DIÁRIOS PERCEPÇÕES!!!








FICA A DICA!!!


Aqui deixo as sábias palavras do Professor Português Doutor  José Pacheco, com quem estive semana passada num seminário.

"O PROFESSOR NÃO ENSINA AQUILO QUE DIZ; ELE TRANSMITE AQUILO QUE É!"

TODO DIA É DIA DE DEMOCRACIA EM NOSSA ESCOLA, MAS ONTEM FOI A CELEBRAÇÃO DELA


Quatro grandes figuras humanas como candidatos a patrono de nossa escola. 
Uma honra poder proporcionar aos estudantes dessa geração tamanha reflexão através de uma prática que certamente se fixa como um desejável modo de se fazer, um exercício democrata para a vida.

Todo ser humano aprende pelo exemplo e nesse sentido temos tidos bons motivos para nos entusiasmar com nossa conduta.

A transparência sempre foi e será pilar do meu fazer, seja o fazer artístico, pois o processo de criação me encanta muito mais do que o resultado final, seja do fazer cidadão, que diga-se de passagem é dever e obrigação a quem se destina tamanha responsabilidade.

Os nomes que compuseram as eleições democráticas para escolha do patrono de nossa escola foram sugeridos pelos seguintes:

AUGUSTO BOAL - indicação do Prof. Tiago Ortaet, justamente pela indicação ser\ tratar de um artísta/ativista social, defensor das minorias e propagador de um teatro de protesto. 

ENEIDA MARIA - indicação do colegiado de professores por se tratar de uma excelente mestre de nossa escola a quem temos profundo apreço

LUIS SERRANO - indicação do nosso diretor Sr. Carlos, por tê-lo conhecido e saber do seu notório trabalho.

ZILDA ARNS - indicação do conselho de escola por ter figurado entre as personalidades mais citadas na ultima tentativa de eleições.

DESSE MODO TIVEMOS 4 GRANDES SERES HUMANOS, SENDO QUE QUALQUER UM DOS 4 QUE FOSSE ESCOLHIDO SERÍAMOS MUITO BEM REPRESENTADOS COM NOSSO PATRONO.

Houve grande divulgação da biografia de cada um deles em sala de aula e nas redes sociais, explicação dos professores a todos estudantes sobre noções de "DEMOCRACIA" e "O QUE É UM PATRONO" houve uma divulgação também na internet, lugares onde nossos estudantes transitam; em seguida uma legítima eleição, com cédulas oficiais de votação.

TODAS AS CÉDULAS ENCONTRAM-SE NO COFRE DA SALA DO DIRETOR CARLOS; TODAS CONTABILIZADAS NO RESULTADO FINAL. A DISPOSIÇÃO PARA CONSULTA DE QUEM DESEJAR.


A APURAÇÃO dos votos foi realizada na sala dos professores, na presença de membros do GRÊMIO ESCOLAR, da Direção e Coordenação.

Eis que um ARTISTA foi escolhido por mais da metade dos votos válidos. 

PARABÉNS AOS ESTUDANTES E COMUNIDADE PELA ESCOLHA LEGÍTIMA E DEMOCRÁTICA. ESSE ARTISTA É UM MITO DO TEATRO NO BRASIL E NO MUNDO PELO SEU TRABALHO.

NÃO ME CAUSA ESTRANHEZA QUE A ESCOLA MAIS CULTURAL E ARTÍSTICA DA MINHA CIDADE TENHA ELEITO UM ARTISTA COMO PATRONO. MESMO HAVENDO UMA MÉDICA ADMIRÁVEL E DOIS PROFESSORES FANTÁSTICOS.

QUE A ARTE QUE BRILHA EM NOSSOS OLHOS NOS GUIEM PARA UMA CULTURA DE PAZ EM NOSSA ESCOLA.

Saudações! Professor Tiago Ortaet

QUEM É O PATRONO ELEITO DEMOCRATICAMENTE PELOS ESTUDANTES, PROFESSORES E COMUNIDADE??? QUEM FOI AUGUSTO BOAL???

 
Boal, Augusto (1931 - 2009)


Biografia
Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro RJ 1931 - idem 2009). Diretor, autor e teórico. Por ser um dos únicos homens de teatro a escrever sobre sua prática, formulando teorias a respeito de seu trabalho, torna-se uma referência do teatro brasileiro. Principal liderança do Teatro de Arena de São Paulo nos anos 1960. Criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro a ação social.
Conclui o curso de química na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1950, e embarca para Nova York, onde estuda teatro na Universidade de Columbia. Cursa direção e dramaturgia, tendo John Gassner como um de seus mestres.
De volta ao Brasil em 1956, aos 25 anos, é contratado para integrar o Teatro de Arena de São Paulo, dividindo as tarefas de direção com José Renato, mentor artístico da companhia. Passa a exercer natural ascendência sobre os colegas, em função de sua vasta formação intelectual, responsabilizando-se, junto com José Renato, pela guinada no direcionamento do grupo. 
Investe na formação dramatúrgica da equipe, instituindo um Curso Prático de Dramaturgia. Aprofunda o trabalho de interpretação, adaptando o método de Stanislavski, ao qual teve acesso, através de sua experiência norte-americana, às condições brasileiras e ao formato de teatro de arena, resultando numa interpretação naturalista, até então não experimentada no Brasil. E, fundamentalmente, sua atuação é decisiva no engajamento do grupo na opção ideológica da esquerda brasileira, determinando a investigação de uma dramaturgia e interpretação voltadas para as discussões e reivindicações nacionalistas, em voga na segunda metade dos anos 1950.
Sua primeira direção na casa é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rende seu primeiro Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA, como revelação de diretor de 1956.
No ano seguinte, segue-se Marido Magro, Mulher Chata, uma despretensiosa comédia de costumes sobre a "juventude transviada" de Copacabana, sua primeira incursão como autor. Boal consegue demonstrar domínio na técnica do playwriting americano, mas longe ainda de efetivar uma análise profunda da sociedade brasileira. No trabalho da encenação, em lugar do teatral, avança na busca do coloquialismo. Ainda em 1957, reincide na direção, agora com um texto de Sean O'Casey, Juno e o Pavão, que não alcança sucesso de público.
Em 1958, encena A Mulher do Outro, de Sidney Howard, agravando a crise já instalada no teatro da Rua Theodoro Baima pela seqüência de fracassos anteriores. Eles Não Usam Black-Tiede Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, salva o Arena da bancarrota, e o grupo ressurge como a grande revolução da cena nacional. Para seguir na investigação de uma dramaturgia própria, voltada para a realidade brasileira, Boal sugere a criação de um Seminário de Dramaturgia. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fase nacionalista do conjunto nos anos seguintes. É importante notar que o país passa por uma valorização do "tudo nacional", e que, em paralelo, avançam a Bossa Nova e o Cinema Novo.
Sob sua direção, estréia Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, em 1959, segundo êxito nessa vertente. O texto investiga a operacionalidade de um pequeno time de várzea, revelando as trapaças políticas que rondam os campeonatos de futebol. Mais uma vez, os protagonistas da trama são de origem humilde. A direção de Augusto Boal é ágil, vigorosa, e ele afirma, através do texto do programa, ter substituído o realismo seletivo pelo realismo teatral, para melhor ambientar o universo proposto pelo autor e para atingir mais "energicamente" o espectador.
Ainda em 1959, dirige para o Teatro das Segundas-feiras, espaço aberto para experimentar os textos advindos do Seminário de Dramaturgia, Gente como a Gente, de Roberto Freire. No sentido de escapar aos estereótipos, de não tipificar o homem brasileiro, seja ele do Nordeste, do Sul ou do interior do Estado de São Paulo, é necessário uma ampla pesquisa de comportamento, ações, modos de falar, pelos atores da companhia.
Sua última direção de 1959 é A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima. Ambientado numa região fronteiriça do Rio Grande do Sul, o enredo gira em torno da recuperação da honra de um homem, através da condescendência de outro, em troca dos favores sexuais da esposa do primeiro - típica trama ligada à tradição farsesca.
Fogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, ocorre numa produção conjunta entre o Arena e o Teatro Oficina, companhias que, nesse período, vivem intercâmbios constantes: Boal orienta um curso de interpretação para o elenco do Oficina; dirige para o grupo A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-Paul Sartre, e Antônio Abujamra dirige, no ano seguinte, José, do Parto a Sepultura, de Boal, com os atores do Oficina, que estréia no Teatro de Arena.
Ainda em 1960, seu texto Revolução na América do Sul, com direção de José Renato, o eleva ao posto de um dos melhores dramaturgos do período, lugar que já ocupa como encenador e ideólogo no panorama paulista. O texto inicia a investigação de uma forma não realista, mais próxima ao teatro épico de Bertolt Brecht. Trata-se de uma farsa-revista musical, inspirada nas tradições cômicas e populares, a serviço de um contundente protesto político-social. Boal aprofunda essa conexão entre teatro e agit-prop em Pintado de Alegre,de Flávio Migliaccio, em 1961.
No mesmo ano, completando a fase nacionalista, Boal dirige O Testamento do Cangaceiro, de Chico de Assis, ainda uma abordagem dramatúrgica com base na literatura popular, com cenários e figurinos de Flávio Império e participação especial de Lima Duarte no elenco. A partir de 1962, o Arena inicia uma nova fase: a nacionalização dos clássicos. É nesse momento que José Renato sai da companhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva de encenações dos textos produzidos no Seminário, que levara o Arena a um beco sem saída ao final de 1961, e o grupo modifica sua linha de repertório, retomando o interesse nas questões da cena propriamente dita. A qualidade dos espetáculos torna-se superior. Já em A Mandrágora, de Maquiavel, 1962, Boal volta a chamar a atenção como encenador. O espetáculo é apreciado não por suas intenções políticas, mas por seus valores estéticos: a boa carpintaria dramática, "o frescor da interpretação, maliciosa, irônica, positiva na sua mensagem".
No ano seguinte, novamente acerta ao encenar O Noviço, de Martins Pena, divertindo a platéia com uma sátira bem-humorada do Brasil. Volta a colaborar com o Oficina, dirigindo Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. A cenografia de Flávio Império transforma a espacialidade do teatro, e o elenco permanente, sob os auspícios do treinamento de Eugênio Kusnet, partilha do sucesso do empreendimento ao lado de atores mais experientes, comoMauro Mendonça e Maria Fernanda.
Em 1963, no Arena, segue-se O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de Vega, cujo terceiro ato sofre adaptação radical, subvertendo o significado do original. E, última contribuição de Boal para o "rejuvenescimento dos clássicos", Tartufo, de Molière, cartaz de 1964.
Assim que se efetiva o golpe militar, Boal vai ao Rio de Janeiro dirigir o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão (depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores ligados ao Centro Popular de Cultura da UNE - CPC, posto na ilegalidade - Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa reúnem-se no intento de criar um foco de resistência à situação. O evento torna-se sucesso instantâneo e contagia diversos outros setores artísticos (Opinião 65, exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna, MAM/RJ, surge na seqüência), aglutinando artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é o nascedouro do Grupo Opinião, que permanece combativo até 1968.
Retornando a São Paulo, encontra a equipe do Arena em torno do projeto de reconstrução do episódio histórico do Quilombo de Palmares. Com a experiência do Opinião na bagagem, Boal inicia o ciclo de musicais na companhia, integrando o coletivo de artistas em torno de uma nova linguagem. Ele, Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo dão forma a Arena Conta Zumbi, encenado em 1965, primeiro experimento com o sistema coringa. Escolhido o recorte do tema, os locais de ação e as principais personagens, a cena ganha um aspecto de grande seminário dramatizado: oito atores revezam-se entre todas as personagens, teatralizando cenas fragmentadas e independentes, enquanto um ator coringa tem a função narrativa de fazer as interligações, como um professor de história que organiza uma aula e dá seu ponto de vista sobre os acontecimentos. O emprego da música torna-se um elemento essencial à linguagem do espetáculo, interligando as cenas, e enriquecendo a trama em tons líricos ou exortativos. O elenco é jovem e bonito, e tem a consciência de utilizar eventos passados para se fazer uma crítica ao presente. Zumbi confirma o Arena na liderança da pesquisa teatral e da luta contra o arbítrio vigente no país.
A bem-sucedida realização, sucesso de público, determina novas versões de Arena Conta..., que resultam na teorização do método. No mesmo ano, Boal escreve e dirige Arena Conta Bahia, direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, com Maria Bethânia e Tom Zé no elenco. Segue-se um texto seu e de Guarnieri, pelo Oficina, Tempo de Guerra, construído com poemas de Brecht, com Gil, Maria da Graça (Gal Costa), Tom Zé e Maria Bethânia, sob sua direção.
Em 1966 retoma os clássicos dirigindo O Inspetor Geral, comédia de Nikolai Gogol, uma montagem mal-sucedida. No ano seguinte, é a vez de Arena Conta Tiradentes, repetindo a fórmula criada dentro do grupo. O espetáculo é o resultado mais apurado do sistema coringa, centrado sobre outro movimento histórico da luta nacional: a Inconfidência Mineira. Não há o objetivo de retratar os fatos de forma ortodoxa e cronológica. A intenção é criar conexões constantes com fatos, tipos e personagens relativos ao movimento pré e pós-1964. Do ponto de vista da linguagem, busca-se criar uma empatia da platéia com a personagem de Tiradentes, o herói, através de uma interpretação realista, em contraponto a uma abordagem distanciada para os demais personagens, despertando o entusiasmo revolucionário e uma perspectiva crítica sobre os acontecimentos.
A música tem importância crucial nessa encenação, com direção musical de Theo de Barros. O refrão "de pé, povo levanta na hora da decisão" pontua toda a montagem, conclamando explicitamente a platéia na resistência à ditadura. Responsável pela unidade visual, Flávio Império, cenógrafo e figurinista da montagem, ajuda a conduzir a leitura da platéia na troca de personagens pelos atores através de signos que identificam as personagens.
Essa é a realização de Boal mais importante dentro do Arena em 1967, entre outras que chamam pouca a atenção. O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, não passa da estréia.La Moschetta é mais uma bem-sucedida atualização de um clássico, sátira renascentista de Angelo Beolco, autor de um teatro cru e violento que se assemelha aos dramas de Plínio Marcos, autor recém-lançado no panorama paulista.
Primeira Feira Paulista de Opinião, concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, trata-se de uma reunião de textos curtos de vários autores, depoimento teatral sobre o Brasil de 1968. Estão presentes peças de Lauro César MunizBráulio Pedroso, Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela Censura, incitando a desobediência civil. Luta arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição. No mesmo ano, segue-se Mac Bird, de Barbara Garson, transposição de Macbeth, de Shakespeare, para o universo norte-americano.
Com a decretação do Ato Institucional nº 5, em fins de 1968, o Arena viaja para fora do país, excursionando em 1969 e 1970 pelos Estados Unidos, México, Peru e Argentina. Boal escreve e dirige Arena Conta Bolivar, inédita no Brasil, que se soma ao antigo repertório.
Em seu retorno, com uma equipe de jovens recém-saídos de um curso no Arena, cria oTeatro Jornal - 1ª Edição, experiência que aproveita técnicas do agit-prop e do Living Newspaper, grupo norte-americano dos anos 30. A equipe denota vigor e talento, vindo a tornar-se o Teatro Núcleo Independente, grupo importante na periferia paulistana dos anos 1970.
A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht, é a última incursão de Boal no coringa. Apesar de não acrescentar grandes novidades na linguagem do grupo, demarca a resistência à razão, em meio a tantas manifestações teatrais voltadas para o místico - sintoma das novas tendências que emergem no início da década.
Preso e exilado em 1971, Boal prossegue sua carreira no exterior, inicialmente na Argentina, onde permanece cinco anos, e desenvolve a estrutura teórica dos procedimentos do teatro do oprimido.
Torquemada, um texto seu sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires em 1971, e TioPatinhas e a Pílula, em Nova York, em 1974. Muda-se para Portugal, fixando-se por dois anos, trabalhando com o grupo A Barraca, realizando a montagem A Barraca Conta Tiradentes, 1977. Lá escreve Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque. Finalmente, a partir de 1978 estabelece-se em Paris, criando um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade.
Em São Paulo, no mesmo ano, Paulo José dirige para a companhia de Othon Bastos Murro em Ponta de Faca, texto em que Boal enfoca a vida dos exilados políticos. Boal visita o Brasil em 1979 para ministrar um curso no Rio de Janeiro, retornando, no ano seguinte, juntamente com seu grupo francês, para apresentar o teatro do oprimido, já consagrado em muitos países da Europa e de outros continentes.
Somente em 1984, com a anistia, retorna ao Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro, mas viajando para todo o mundo, onde aplica cursos e desenvolve atividades ligadas ao oprimido.Realiza encenações internacionais, ao longo e depois do exílio, em Nova York, Lisboa, Paris, Nuremberg, Wuppertal e Hong Kong.
No Brasil, após seu regresso, dirige o musical O Corsário do Rei, texto de sua autoria, com músicas de Edu Lobo e letras de Chico Buarque, em 1985; Fedra, de Jean Racine, comFernanda Montenegro no papel-título, em 1986; Malasangre, de Griselda Gambaro, em 1987;Encontro Marcado, de Fernando Sabino, em 1989; e Carmen, de Bizet, sambópera de Boal, Marcos Leite e Celso Branco, 1999.
Lança vários livros teóricos sobre o seu fazer teatral, tais como: O Teatro do Oprimido e Outras Políticas Poéticas, 1975; 200 Exercícios para Ator e o Não-Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro, 1977; Técnicas Latino-Americanas de Teatro Popular, 1979; Stop: C'est Magique, 1980; Teatro de Augusto Boal, vol. 1 e 2, 1986 e 1990; Jogos para Atores e Não Atores, 1988; Teatro Legislativo, 1996. Escreve dois textos autobiográficos,Milagre no Brasil, em 1977, e Hamlet e o Filho do Padeiro, em 2000. Sua atuação nessa década encontra-se voltada para o teatro do oprimido, ampliando as conexões entre teatro e cidadania.
Entre outros significativos títulos e prêmios angariados por Boal no exterior, destacam-se o Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres, outorgado pelo Ministério da Cultura e da Comunicação da França, em 1981, e a Medalha Pablo Picasso, atribuída pela Unesco em 1994. Em 2009, é nomeado embaixador mundial do teatro pela Unesco.
Avaliando a abrangência de sua trajetória, o crítico Yan Michalski destaca: "[...] Até o golpe de 1964, a atuação de Augusto Boal à frente do Teatro de Arena foi decisiva para forjar o perfil dos mais importantes passos que o teatro brasileiro deu na virada entre as décadas de 1950 e 1960. Uma privilegiada combinação entre profundos conhecimentos especializados e uma visão progressista da função social do teatro conferiu-lhe, nessa fase, uma destacada posição de liderança. Entre o golpe e a sua saída para o exílio, essa liderança transferiu-se para o campo da resistência contra o arbítrio, e foi exercida com coragem e determinação. No exílio, reciclando a sua ação para um terreno intermediário entre teatro e pedagogia, ele lançou teses e métodos que encontraram significativa receptividade pelo mundo afora, e fizeram dele o homem de teatro brasileiro mais conhecido e respeitado fora do seu país".1
Notas
1. MICHALSKI, Yan. Augusto Boal. In: ______. Pequena enciclopédia do teatro brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro, 1989. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq.

MAIS ALUNOS DE NOSSA ESCOLA ADEREM ÀS OFICINAS TEATRAIS DA TRUPE ORTAÉTICA

Cada novo semestre, mais jovens de nossa escola optam em mergulhar no mundo teatral através do projeto teatral do Professor Tiago Ortaet, nesse semestre de oficinas que iniciou hoje, além dos já frequentes há anos, Daniel. Everton, Rodrigo, Caio, Willyan, Léo, também a Daniella do noturno nos presenteou com sua presença; além disso o Yagor do 2ano do Ensino Médio garantiu que também irá a partir da próxima semana. Sempre foi gratuito, sempre foi acolhedor e sempre será a casa da HUMANIDADE DO Ortaet!!!
QUANTO MAIS OS JOVENS SE APROXIMAREM DAS ARTES, MAIS LONGE ESTARÃO DAS DROGAS!!! #ficofeliz

 







ELEIÇÕES REALIZADAS DURANTE TODA ESSA SEXTA-FEIRA PARA ESCOLHA DO PATRONO DE NOSSA ESCOLA (em ordem alfabética) RESULTADO PARCIAL, POIS FALTAM COMPUTAR OS VOTOS DA INTERNET

FORAM 1543 VOTOS EM CÉDULA MANUAL, COM ELEITORES DE TODAS AS TURMAS E PERIODOS DA ESCOLA.

AUGUSTO BOAL
567 VOTOS


ENEIDA MARIA MARTINS RAMOS DE OLIVEIRA
190 VOTOS


LUIS ANTÔNIO SERRANO
202 VOTOS


ZILDA ARNS DE OLIVEIRA
274 VOTOS

BRANCOS: 70
NULOS: 240



quinta-feira, 14 de março de 2013

JÁ TEMOS A DATA DO MAIOR EVENTO DE ARTES DO ANO!!!

IV ACAMPAMENTO DAS ARTES


“O MAIOR EVENTO DE ARTE EM ESCOLA PUBLICA QUE SE TEM NOTÍCIA – O CALDEIRÃO DO GLEBA”

#VIRADA CULTURAL 2013

SERÁ DAS 19H DO DIA 29 ATÉ AS 7H DO DIA 30 DE MAIO(feriado) 12 HORAS DE EVENTO; INDIQUE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS DO BAIRRO, SE PREPARE; PARTICIPE!!!

* importante: alunos com ocorrências graves na direção e com mais de 50% de notas insatisfatórias não poderão participar. Proponha sua colaboração numa das comissões de organização, como nos anos anteriores. Evento exclusivo para 7ªs, 8ªs séries e Ensino Médio.

DEIXEM SUAS SUGESTÕES EM NOSSO BLOG

www.continentalcultural.blogspot.com

MANIFESTO POPULAR CONTRA O PÉSSIMO SERVIÇO PUBLICO DE NOSSA CIDADE

MANIFESTO POPULAR CONTRA A PÉSSIMA QUALIDADE DO TRANSPORTE PUBLICO DE GUARULHOS


Existe gestão publica nessa cidade? Existe secretário de Transporte nessa cidade? Eu duvido! Mas se houver, cobro providências em relação ao péssimo e inadmissível transporte que recebemos como “serviço publico”, diga-se de passagem, o mais caro por kilômetro rodado do país e certamente entre os piores, de péssima qualidade. Pagar caro pra não receber no mínimo qualidade é subestimar a inteligência do cidadão.

Hoje, dia 14 de Março, NOVAMENTE, precisei aguardar por cerca de 55 minutos a linha 281, pasmem, a única linha do Centro de Guarulhos que atende o bairro Parque Continental I, imediações da Escola Estadual Parque Continental Gleba I; ao indagar respeitosamente o motorista, o mesmo me garantiu que a linha circula com intervalos de no mínimo 45 minutos; (o que é mentira, pois o intervalo é sempre maior) nem no interior do sertão nordestino o transporte publico é tão demorado e vale ressaltar que qualquer cidade do interior do país não tem cerca de 1milhão e 300mil habitantes como nossa Guarulhos. Isso é vergonhoso! Pode parecer inacreditável, mas o fato é que mesmo depois de ter esperado por quase 1 hora pelo ônibus o mesmo QUEBROU na Rua: Sérgio Reis de Oliveira, causando ainda maior transtorno aos usuários.

Além disso, a linha 281 (antiga 27) passa por cinco órgãos de saúde, CEMEG, CASA DE SAÚDE, HOSPITAL DA CRIANÇA, HOSPITAL PADRE BENTO E HOSPITAL STELLA MARIS, evidentemente que uma linha como essa NECESSITA de muito mais veículos para atender a população. Será que ninguém fez esse estudo ao implementar o sistema de transporte??? Competência de gestão é algo indispensável para gerir o serviço publico.

Se não bastasse tudo isso, a gestão municipal proíbe o transporte alternativo de lotações e vans; mas já pensaram que se há uma alternativa por parte da sociedade é por que a “solução” oficial é tamanhamente insatisfatória??? Promovam um transporte de qualidade e não serão mais necessárias alternativas populares.

Seriam desnecessários meus argumentos dos fatos reais, se houvesse uma análise respeitosa por parte da Prefeitura e da empresa “responsável”.

Deixo registrado que estou citando apenas 1 exemplo, porém esse CAOS é generalizado, o descaso acontece em toda a cidade, em todas as regiões. Inconformado e indignado com tamanha falta de respeito, venho há quase quatro semanas analisando de forma criteriosa esse descaso. Registrei inúmeras imagens de ônibus quebrados, superlotados, pontos de ônibus que não suportam se quer a quantidade de cidadãos que se amontoam para tentar fazer uso de um direito; infelizmente cerceado pela má qualidade dessa empresa que tem a concessão do transporte publico de Guarulhos e também pela má administração política. Pois é também e principalmente responsabilidade do poder publico oferecer serviços de qualidade.

Desafio a empresa “responsável” a colocar em seu site uma pesquisa qualitativa de opinião popular para aferir o percentual de pessoas insatisfeitas com o serviço prestado. Pelo visto não há interesse. O único interesse é uma tarifa mais alta. Reivindico com propriedade, pois sou funcionário publico e prezo pela excelência de meu trabalho, afinal de contas por que o publico tem que ser ruim? Iniciarei um movimento de conscientização com meus alunos (a maioria deles eleitores, caso essa informação vos interesse) para exigirmos providencias, pois esse é um problema que todos nós devemos nos engajar para fazer valer o que é de direito.

Enquanto cidadão aguardo resposta oficial de ambas as partes.

Tiago Geraldo do Nascimento (Ortaet)

segunda-feira, 11 de março de 2013

PELO DÉCIMO PRIMEIRO SEMESTRE CONSECUTIVO - CURSO DE TEATRO GRATUITO DO PROFESSOR TIAGO ORTAET - INSCREVA-SE


PROCURA-SE demasiadamente

… seres humanos, cidadãos culturais, gente deste ou de outros planetas, preocupados com as questões sociais, dispostos, hábeis, que escrevam ou que mordam as tampas das canetas, inquietos, hiperativos, sem pudores, sem amarras, sensíveis, sem dinheiro, sem vergonha ou com todas as vergonhas do mundo; sonhadores, idealistas, solitários ou não, aprendizes, multiplicadores, que amem pessoas, que elejam na vida seus amores, que se emocionem, que acreditem em poesias, cantarolem no chuveiro, que lêem, que desfrutem da vida, tenham sonhos, ousem, que sejam escandalosos ou discretos, que gostem de ver os detalhes das imagens, que assistam filmes, que roam unhas ou pintem as palmas das mãos…

E mais, que olhem nos olhos…

Se você se enquadra em algum desses quesitos ou conhece alguém que possua essas características venha experimentar o sabor do teatro. Nosso teatro é um encontro, um jogo, uma mobilização, uma prática, um pensamento e uma submersão.
TiagoOrtaet
 

CONHEÇA O PROJETO EM SEU SEXTO ANO DE ATIVIDADES - INSCREVA-SE NO NOSSO SITE: http://trupeortaetica.wordpress.com/2013/03/09/ficha-de-inscricao-para-a-oficina35-da-trupe-ortaetica

sexta-feira, 8 de março de 2013

VOTE - VOTE - VOTE - VOTE - VOTE - VOTE - VOTE - VOTE

QUAL A PERSONALIDADE QUE VOCÊ QUER ELEGER COMO PATRONO DE NOSSA ESCOLA?
E.E. AUGUSTO BOAL
E.E. ENEIDA MARIA MARTINS RAMOS DE OLIVEIRA
E.E. LUIS ANTÔNIO SERRANO
E.E. DRA. ZILDA ARNS DE OLIVEIRA

RESUMIDAMENTE QUEM SÃO AS PERSONALIDADES CANDIDATAS A PATRONO DA E.E. PARQUE CONTINENTAL GLEBA I ???? (em ordem alfabética)

E.E. AUGUSTO BOAL
O mais genial e influente teatrólogo brasileiro; artista contestador, diretor, autor e teórico. Difundiu pelo mundo sua própria metodologia teatral que alia arte e ativismo social. Grande liderança do Teatro de Arena em São Paulo na década de 60, fundador do Teatro do Oprimido, lutou contra a ditadura, foi casado por mais de 40 anos e pai de dois filhos. Faleceu em 2009 aos 78 anos deixando um imenso legado artístico.

E.E. PROFª ENEIDA MARIA MARTINS RAMOS DE OLIVEIRA
Professora titular de nossa escola e da Prefeitura de São Paulo, atualmente encontra-se afastada por problemas de saúde, é casada, mãe de uma filho, formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Uma grande professora que atuou por diversas escolas em nossa cidade e sempre possuiu profunda disposição para sua formação contínua.

EE. PROFº LUIS ANTÔNIO SERRANO
Professor, diretor por mais de 15 anos na E.E. José Storópolis em nossa cidade, formado em História pela Faculdade Integradas de Guarulhos, era casado, pai de dois filhos; segundo a Diretoria de Ensino Guarulhos Norte, o Professor Luis desenvolveu um intenso trabalho como gestor em sua unidade de ensino. Faleceu em 2009 aos 59 anos de idade.

E.E. DRª ZILDA ARNS DE OLIVEIRA
Médica Sanitarista, fundadora da Pastoral da Criança, dedicou sua vida a ajudar o próximo, em especial às crianças. Formada pela Universidade Federal do Paraná, era casada, mãe de dois filhos, durante toda sua militância recebeu inúmeros prêmios e honrarias pela notoriedade de seu trabalho. Faleceu em 2010 aos 76 anos em missão humanitária em Porto Príncipe, Haití.

ESCOLHA O SEU PREFERIDO(A) E VOTE NO LINK
http://www.enquetes.com.br/enquete.asp?opcao=5685830&id=1060311 

VOTE NO PATRONO DE NOSSA ESCOLA!!! DIVULGUEM NAS REDES SOCIAIS

RECEBI VISITA DO EX-ALUNO AFONSO NESSA MANHÃ - CONVERSAS COM O CAIO PRA AJUDAR UM FIGURAÇA NOS ESTUDOS

 SE COSTUMAM VOLTAR COM FREQUÊNCIA MESMO DEPOIS DE TER ACABO O PERIODO DE ESTUDOS EM NOSSA ESCOLA OU MESMO POR QUE SE MUDOU PARA OUTRA UNIDADE DE ENSINO É UM ÓTIMO SINAL DE QUE FORAM BEM ACOLHIDOS POR AQUI...
O AFONSO ATUALMENTE ESTUDA DA ESCOLA WALDORF DO BAIRRO LAUZANE PAULISTA EM S"AO PAULO; MAS VEM ME VISITAR, SEMPRE QUE PODE.
FICO FELIZ E TODO ORGULHOSO PELO CARINHO!!! O GLEBA E MINHAS AULAS ORTAÉTICAS ESTARÃO SEMPRE DE PORTAS ABERTAS, POIS MINHA AULA É O MUNDO!!!


EU E O CAIO ESTAMOS COMBINANDO UMA INTERVENÇÃO PARA UM GRANDE ALUNO E AMIGO DO NOTURNO QUE NÃO ESTÁ PASSANDO POR UM MOMENTO MUITO BOM. CERTAMENTE DARÁ CERTO. DISPOSIÇÃO E AFETIVIDADE N"AO VÃO FALTAR!!!

TODO DIA É DIA DA MULHER, MAS HOJE TIVEMOS BOLINHO, DOCINHOS E DECLARAÇÕES!!!

 O Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março, sendo que tem como origem as manifestações de grupos femininos russos por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Porém, a ideia de reservar um dia da mulher já havia aparecido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, em meio as lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.


 A proposta do
Dia Internacional da Mulherfoi iniciada na virada do século XX, durante o processo de industrialização e expansão econômica, que levou a grandes protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 08 de março de 1857 em Nova Iorque. O protesto requeria melhores condições de trabalho e salários mais altos
 Porém o que levou mesmo a essa data ser comemorada mundialmente foi a tese do incêndio provocado na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também ocorreu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911. Onde foi registrada cerca de 146 mortes. Segundo relatos, cerca de 129 trabalhadoras foram trancadas e queimadas vivas. O incêndio da fábrica Triangle, é até hoje, o pior incêndio da história de Nova Iorque.


 Depois desse episódio, muitos outros protestos foram feitos, e um que se destacou foi o de 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução da carga horária, melhores salários e o direito de voto. Sendo assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher seguiu-se em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910 ocorreu a primeira conferência internacional sobre a mulher em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e assim, o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido.


 No Ocidente, o Dia Internacional da Mulherfoi comemorado no começo do século, até a década de 1920. Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, a data tornou-se elemento de propaganda partidária. Nos países ocidentais, a comemoração caiu no esquecimento por um longo período e foi somente recuperada pelo movimentofeminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas do público feminino.